terça-feira, 28 de maio de 2013

CARRAIADA DANADA...

 
 
 O pandemônio em que se tornou o trânsito em Ijui, segundo  o  especialista Juca M Alves, que tem pós-doutorado na Universidade de Bonn não tem mais solução com meras aplicações de técnicas de sinalização, instrumentos, projetos ou a papagaiada inútil dos que só sabem reclamar e reclamar.
O maior problema é a “carraiada danada “  que vem de todos os lugares da região e de forma abundante. Se forem fazer uma pesquisa em frente aos grandes Hospitais, 80% são carros de outras cidades: Catuípe, Ajuricaba, Santo Ângelo, Pejuçara, Coronel Barros, Condor, Jóia e por ai vai...
Somente uma pista com 5 andares ( e olhe lá..) resolveria o problema de circulação de veículos. O espaço é sempre o mesmo e o número de automóveis crescem de maneira assustadora.
De nada adiantam rótulas, sinaleiras, mão única ou outra salamandra do gênero quando toda a região resolve vir para Ijui e  aqui circular.
Diante da realidade de um grande e incontrolável número de automóveis circulando, não existem mágicas.
Uma das saídas apontadas pelo Juca seria a de os Prefeitos dessas cidades vizinhas investirem em Saúde de tal forma que não mais precisassem mandar seus cidadãos para Ijui. Se isso fosse um dia possível, nossas estradas e ruas ficariam significativa e definitivamente aliviadas e desafogadas.
Ocorre que é um Direito Constitucional fundamental básico o direito de ir e vir. Não existe a possibilidade de proibir que milhares de automóveis de outras regiões escolham Ijui para  (principalmente) tratar seus doentes, fazer compras e trafegar quando bem entenderem.
 Ademais, o comércio lucra com tantas pessoas perambulando por nossa cidade, fazendo aqui suas compras básicas e inúmeras relações que na maioria das vezes resultam em compras de bens e produtos aqui fabricados ou comercializados.
De qualquer forma, o fato é que ( segundo o Juca M Alves) é PATÉTICA e ENGANOSA a ideia de que a criação de mãos únicas, sinaleiras ou o uso de estratégias de circulação se constituirão na panaceia dos problemas de trânsito em Ijuí.
Tais medidas apenas aliviarão o problema por alguns dias e em pouquíssimo tempo mais automóveis vindos de outros municípios farão o caos retornar e com uma intensidade ainda maior.
A ideia de “ALARGAMENTO” das ruas parte de uma ignorância ainda maior, pois Prédios inteiros teriam que ser demolidos e qualquer um sabe que os proprietários exigiriam indenizações milionárias e impossíveis de serem arcadas pelo Poder Público.
O grande problema é está sim na ordem da quantidade: o grande número de carros de TODAS AS REGIÕES POSSÍVEIS que circulam todos os dias na cidade de Ijui.
As demais soluções apontadas não resolverão patavina alguma (em termos de eficácia média ou plena) essa questão tão importante para os que moram e vivem em Ijui.
Está mais que na hora de o Governo do Estado e os Prefeitos da região  investirem mais em Saúde em suas cidades a ponto de atenderem seus doentes ao menos das situações de média complexidade.
O trânsito de Ijui agradeceria.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

SERENIDADE.



A serenidade Divina invade-me após o cumprimento dos deveres. 

Compreendo a minha responsabilidade no conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos. 

Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da obra de Deus. 

Sereno e confiante, nada de mal me atinge. 

* * * 

A serenidade é pedra angular das edificações morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis se tornam as realizações. 

Resulta de uma conduta correta e uma consciência imparcial, que proporcionam a visão real dos acontecimentos, bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos da existência corporal. 

A serenidade é o estado de consentimento entre o dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo. 

Quando se adquire a consciência asserenada, enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo desestruturar. 

As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem. 

A pessoa serena é feliz, porque superou os apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação. 

Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o “caminho do meio” como decisão firme, inquebrantável. 

* * * 

A serenidade não é quietação exterior, indiferença, mas, plenitude da ação, destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de insegurança. 

Jesus, no fragor de todas as batalhas, no expressivo poema das bem-aventuranças ou sendo crucificado, manteve a serenidade, embora de maneiras diferentes, destemido e seguro de si mesmo, com absoluta confiança em Deus. 

Os mártires conheceram a serenidade que o ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais lutaram, e, por isso mesmo, não foram atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus. 

A serenidade provém, igualmente, da certeza, da confiança no que se sabe, se faz e se é. 

Assim, estudemos a nós mesmos e nos amemos, elegendo o melhor, o duradouro para os nossos dias, e nunca recuaremos. 

No entanto, se errarmos, se nos comprometermos, se nos arrependermos, antes que a culpa nos perturbe, refaçamos o equívoco, recuperando-nos e reconquistando a serenidade

Sem ela, experimentaremos sofrimentos que poderíamos evitar, e que nos impedem o avanço. 

Serenidade é vida. 

* * * 

A serenidade Divina invade-me após o cumprimento dos deveres. 

Compreendo a minha responsabilidade no conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos. 

Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da obra de Deus. 

Sereno e confiante, nada de mal me atinge.
Joana de Angelis

quinta-feira, 23 de maio de 2013

PRAZERES ESDRÚXULOS.



O mundo contemporâneo é pródigo em prazeres inusitados, esdrúxulos. O “gozo” é alcançado de formas inimagináveis. E aqui nem vou citar Lacan. Aliás, não entendo patavina alguma de Lacan!!

O prazer maior de alguns, por exemplo, é ser chato.

Outros se nutrem da crítica estéril e inútil dirigida a tudo e a todos, dando a ideia de que só eles prestam e são  “morais” e “ honestos”.

Outros ainda, só alcançam a felicidade quando aporrinham os “ amigos” ensinando cotidianamente “ fórmulas infalíveis” de felicidade: recitando poesias, mostrando vídeos, pensamentos óbvios, enfadonhos e ululantes que todos estão carecas de saber.

Tem aqueles que são uma espécie de “DOM QUIXOTE DAS DENÚNCIAS”. Vivem 24 h espiolhando problemas para denunciar como se eles ocupassem o posto de “parabólicas do mundo”.

E sua obsessão é tão intensa que chegam a denunciar até quem não deseja fazer uma denúncia, fazendo da vida um festival de denúncias infindas.

O meu maior prazer, dentro desse contexto de prazeres inusitados, é o de jogar no lixo CDs de músicas que considero verdadeiras misérias da razão. Aquelas que nem um capado é capaz de suportar por muito tempo.

Pois comprei um CD do tal Michel não sei das quantas. só  para ouvir um pouco e depois ter o prazer indescritível de jogar aquela asneira sonora no lixo.

Sei que alguns vão me chamar de idiota, pois ao comprar o CD estou engordando a já gorda conta bancária e os milhões que esse cantor ganha no Brasil inteiro. Tudo bem!

De qualquer forma, os neurocientistas ainda estão formulando teses sobre os processos químicos e neurais que envolvem e explicam as razões de determinadas coisas produzirem tanto prazer para determinadas pessoas.

Se for doença ou não, o fato é que até descobrirem a cura vou prosseguir jogando no lixo essas verdadeiras porcarias que denominam de músicas.

Afinal de contas: gosto e esse desejo eu não consigo reprimir.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

LIVROSE.

 
Talvez a pior psicopatologia contemporânea seja a denominada “livrose” (Compêndio de Psicopatologias, Luis Fernando Arbo. Editora Mania de Grandeza, 2011). A tal ponto que muito em breve, segundo pesquisadores de renome internacional – com pós-pós-doutorado- acabará superando a própria depressão.
A “livrose” caracteriza-se na crença obsessiva de que a leitura de determinados livros, transforma o homem em detentor de uma “luminescência” que o distingue dos “comuns mortais”.
O homem se transforma numa espécie de papagaio de pirata dos “ensinamentos livrescos”. Como se isso fosse a panacéia para tudo na vida. Terminam com discussões ou debates no argumento de que algum velho – sábio do passado já havia esgotado a interpretação “ mais correta e adequada” sobre a questão em debate. E ponto final!
O “gozo” de quem sofre de” livrose” é gabar-se de “estar lendo’ ou “ter lido” um livro que ninguém ( ou pouquíssimos) tenha lido: geralmente com algum título exótico a ponto de dar a entender que só os iluminados conseguem interpretar.
Esses dias, um amigo de Porto Alegre, mandou-me um chasque virtual só para informar que estava lendo a Hermenêutica Ontológica da felicidade: obra perdida de Santo Agostinho e com poucos exemplares no mundo.  Raridade absoluta!
Revelou-me isso ( da leitura de tal obra raríssima) com tamanho entusiasmo que representava que a leitura de tal obra pudesse fazê-lo transcender a finitude da vida, ganhando de bônus uns 400 anos de vida. Era mais que a descoberta da tal pedra filosofal: fórmula secreta para transformar qualquer metal em ouro.
Pior mesmo é quando o sujeito faz da leitura uma espécie de competição. Acumula uns 5 mil livros, portando-se como um sábio que ninguém ousa consultar. Quer pela arrogância que lhe é característica, humilhando quem não tenha interpretado algo da sua forma ou lido determinado livro; quer por uma tremenda incapacidade de sociabilidade e uma graúda amargura interior.
Há pessoas ( portadoras da livrose) que semeiam inimizades em uma simples e banal conversa sobre determinado livro. CASA GRANDE e SENZALA de Gilberto Freire é um exemplo disso. Escutei, certa feita, um doutor, após algumas cervejas, “xingando”  um colega quando este colocou em dúvida a importância do supracitado livro para a reinterpretação da raça pela cultura e outras salamandras que, tamanha a minha ignorância, não consegui entender. A discussão quase terminou em agressões físicas.
Até os meus 19 anos eu padecia do mais alto grau dessa doença. Era terrível contra os insetos! Mas, só contra os insetos!! Recordo-me que abandonei aos berros uma tertúlia diante da raquítica e vergonhosa declamação de uma poesia de Aureliano de Figueiredo Pinto . Alegava, à época, que antes de qualquer interpretação deveriam ler um livro sobre como se deveriam interpretar tais poesias. Eu só deixava fiasco! Que barbaridade!
Depois, o piá de bosta morreu em mim e fui percebendo que a verdadeira erudição era respeitar o pensamento alheio e discordar com educação e sem desequilíbrios patológicos.
Levar o “certo” longe demais o torna “ errado”. Ser enfadonho no uso da “inteligência” (ou da burrice) só faz acumular ciumentos e magoados. Isso sem mencionar dos que criam um Blog só com o propósito de te difamar.
A própria inteligência se esgota, dizia o meu amigo Baltazar.
O bom falcoeiro usa apenas os pássaros que a caça exige.
Melhor é preservar amizades!
Cuidado com a “livrose”.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

ZANGOCRACIA..

 
A “zangocracia” é aquilo que se denomina de” democracia dos zangados”. Passa longe da verdadeira democracia que aprendemos nas lições escolares ou em aulas de educação cívica.
““Na “zangocracia” vigora o” vale tudo”. A boa educação é jogada longe e quanto maior a canalhice, melhor. Caluniar, difamar, injuriar com o objetivo de fazer vingar uma suposta “ verdade”  é a regra.
Não importa se a mentira é ridícula e todos percebem os seus propósitos vis. Não importa se é uma incriminação, armação infame e leviana do mais elevado grau.
Não importa se o zangocrata tenha sido condenado pela Justiça e obrigado a pagar uma indenização a título de danos morais.  O único objetivo do zangocrata é destruir o suposto “inimigo” com as artimanhas covardes dignas de uma mente doentia.
 Isso está virando uma praga social!
Na internet os exemplos são inúmeros: com supostos “hackers” mandando vírus, denegrindo pessoas de bem, mandando fotos criminosas de supostas relações sexuais, esquemas de corrupção etc. Tudo fruto de mentes doentes.  De piás (pois creio que homens de verdade não fariam isso) que não sabem fazer outra coisa senão demonstrar a miserabilidade de suas vidas. Lamentável!
Vale até destruir lâmpadas para depois reclamar da escuridão. A maldade humana realmente não tem limites.
É fácil identificar um zangocrata. Ele está sempre zangado, ofendendo ou acusando alguém de algo. Todos são “ ladrões” e corruptos para ele. Só ele presta e é o baluarte da moral e da ética.
Qualquer debate de ideias com um zangocrata é algo por demais desigual. Como é que uma pessoa educada e de bons modos vai argumentar com quem só sabe ofender e vociferar impropérios  comportando-se como um cão raivoso? Impossível!
Ainda bem que os zangocratas são minoria.
 A grande maioria das pessoas sabe pensar e argumentar sem demonstrar afetação ou irrascibilidade. Sabem elas que democracia é conviver com opiniões e manifestações de pensamento, desde que esses pensamentos não agridam a reputação das pessoas, as leis e as regras sociais mínimas de convivência.
Mais do que quantidade, uma boa democracia precisa de QUALIDADE. Somente com respeito e harmonia a democracia se aperfeiçoa verdadeiramente.
De qualquer forma, temos que ser resilientes, ajudando e perdoando essas pessoas que só sabem destilar amarguras e ódios. Incapazes de qualquer ato de gratidão, talvez estejam gritando por socorro, sufocadas no fundo da prisão de rancor em que se colocaram.
É nossa missão ajudá-las  para que ,  sem qualquer exclusão, possamos construir uma sociedade melhor.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

DESCONFIANÇA COMO ESCRAVIDÃO..


 
 
O leitor sabe que meu pecado espiritual é o niilismo. Enfrento-o dia a dia como qualquer moléstia incurável. O tema já foi tratado por gênios como Nietzsche, Turguêniev, Dostoiévski, Cioran. Deixo meu leitor em companhia desses gigantes, muito melhores do que eu.
A tragédia também me acompanha em todo café da manhã, essa concepção grega de mundo que julgo a mais correta já pensada. Aqui tenho grandes parceiros como o autor da tragédia ática Sófocles (entre outros), o filósofo Nietzsche, o dramaturgo Shakespeare e os escritores contemporâneos Albert Camus e Philip Roth.
Ambos, niilismo e tragédia, são visões de mundo que arruínam a vida. Diante deles, ateísmo é para iniciantes. O ateísmo só é aceitável quando blasé e sem associações de ateus militantes. Para niilistas como eu, o ateísmo crente em si mesmo é brincadeira de meninas com fita cor-de-rosa amarrada na cabeça.
Ando de saco cheio do niilismo e da tragédia, apesar de continuar experimentando-os todo dia. Em termos morais, a virtude máxima para ambos é a coragem, e o vício mais a mão, a covardia.
Nos últimos tempos, tenho me interessado por outra virtude, a confiança, essa, tão difícil quanto a coragem, uma vez tomada a alma pelo niilismo e pela tragédia. É sobre ela que quero falar nesta segunda-feira, dia normalmente difícil, acompanhado do "bode" do domingo e da monotonia do dia a dia que recomeça imerso num sono que nunca descansa, porque sempre atormentado pela dúvida com relação ao amor, à família, ao trabalho e à viabilidade do futuro.
Meu maior pecado como escritor é jamais enganar, jamais querer agradar. Essa é minha forma de prestar respeito a quem me lê semanalmente. O caráter de alguém que escreve é medido pela ausência de desejo de agradar a quem o lê.
Amar cães e confiar neles é mais fácil do que amar seres humanos e confiar neles. Por isso, num mundo atormentado pela dúvida niilista, ainda que em constante denegação dela, tanta gente se lança à defesa melosa de cães e gatos e exige carne de frangos felizes na hora de comer em restaurantes ridículos.
Quero propor a você duas obras. Um filme e um livro que julgo entre os maiores exemplos da arte a serviço da confiança na vida.
O filme "As Damas do Bois de Boulogne", do cineasta francês Robert Bresson, de 1945, é uma pérola sobre a confiança na vida e nos laços afetivos. Bresson é um cineasta muito marcado pelo pensamento do escritor George Bernanos, grande anatomista da alma e especialista em nossa natureza vaidosa, mentirosa e, por isso mesmo, desesperada. Coisa para gente grande, rara hoje em dia, neste mundo governado por adultos infantis.
O filme trata da vingança de uma mulher belíssima contra seu ex-amante (que a abandonou), um homem frívolo e covarde por temperamento. Essa vingança se constitui na aposta de que ele e a mulher que ela "contrata" para sua vingança agirão do modo esperado. Sua intenção é fazer com que seu ex-amante se apaixone por essa mulher "contratada", uma prostituta.
O homem é mantido na ignorância da vida pregressa de sua noiva até depois do casamento. O que a mulher abandonada não contava é que a prostituta se apaixonasse pelo covarde, levando-o a transformação inesperada de caráter.
O amor também é personagem central da obra do dinamarquês Soren Kierkegaard "As Obras do Amor", da Vozes. Esse livro é o texto mais belo que conheço sobre o amor na filosofia ocidental.
Segundo nosso existencialista, o amor tudo crê, mas nunca se ilude porque, assim como a desconfiança e o ceticismo, o amor sabe que o conhecimento não é capaz de nada além do que fundamentar o niilismo, o ceticismo e o desespero.
O amor é um afeto moral, não um ato da razão. A razão não justifica a vida. O amor é uma escolha de investimento na vida, uma atitude, mesmo que a razão prove a falta de sentido último de tudo.
Ingênuos são os niilistas e céticos que consideram a desconfiança um ato livre da vontade. A desconfiança é uma escravidão. A aposta na vida é que mostra o caráter maduro de mulheres e homens. Boa semana.
 
 PARA ALÉM DO NIILISMO:Texto do grande mestre Luiz Felipe Pondé: filósofo, escritor e ensaísta.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DIA DA MAMANGAVA..



Pois em julho de 2010 escrevi um texto defendendo a criação do " DIA DA MAMAGAVA". Inserindo isso dentro da prodigalidade de leis bisonhas que são criadas em nossos Legislativos no Brasil inteiro.
Temos dia pra tudo no Brasil. Idoso legislador por um dia, criança, jovem, índio, dia da consciência de tudo quanto é coisa. É um manancial muitas vezes cômico e inesgotável.
 Pois o texto em que defendia a criação do inusitado "dia da mamangava' se perdeu na tal era digital. Não sei dizer  se motivado por uma pane geral, invasão ao Portal Ijuí.com por doentes mentais que alguns  denominam de Hackers ou outra salamandra do gênero. O fato é que perdi o texto e se alguém tem ele salvo em seus arquivos mande-me por favor.
De qualquer forma, estão mesmo tentando criar o DIA NACIONAL DA MAMANGAVA e tem político em Brasília esquecendo de ao menos citar o meu nome como o principal articulador dessa campanha.
Fui vanguardista da defesa da criação desse dia e tenho inúmeras testemunhas dos vários comentários feitos sobre esse "texto perdido" e que infelizmente foi impossível recuperar. Vamos aos comentários.. tudo disponível no endereço: http://www.ijui.com/geral/9735-dia-da-mamangava.html
Adriano Shossler de Souza - Uruguaiana
Eu sou um guri de Uruguaiana, e aqui tem um vereador querendo criar o dia da vaca que anda na rua, de tanta vaca que tem vagando pela periferia.
Sílvia Noronha - Cruz Alta Tu realmente é pródigo em inventar coisas. Aqui em Cruz Alta também tem lei prá tudo. O pobre do Érico Veríssimo que o diga. Creio que tem uma dúzia de leis falando nele. Ao menos merece, um grande escritor. Continua assim que um dia, quem sabe, terá uma lei falando no teu nome.
Lucas Silva - Ijuí Tem tanto vereador por aí fazendo "coisas" e leis muito mais absurdas, que o Dia da Mamangava não seria nada mal, tem Mamangava que produz muito mais pra natureza do que alguns vereadores produzem para o povo, então o bichinho até merecia..mais um texto legal Arbo.. Abraço
Raul de Quadros - POA Sr. Arbo! E existe até uma lei protegendo a Mamangava. Bom tu ter tocado no assunto. As mamangavas são nativas e possuem uma grande importância. Parece-me que há até uma lei para protegê-las. A Lei de Proteção número 5197, de 03/01/1967, diria que é proibido perseguir, destruir, caçar ou apanhar mamangavas. Coisas de Brasil: lei de primeiro mundo. Quem cumpre? Quem vai para a cadeia? Pobre?! Ninguém?!
Cirleii S. Maturana - Três de Maio É uma excelente idéia. Para polenizar a flor do maracujá é preciso do trabalho da mamangava, sabia? A mamangava, por ser de médio porte, consegue polenizar estas flores. Sem ela há pouca ou quase nada de frutificação. Seria um projeto útil para Ijuí. Parabéns.
Diego Medeiros -Cruz Alta Sílvia Noronha! Por favor, dizer que algum dia esse escritor possa ser comparado ao grande Érico é no mínimo um exagero insensato. O Érico é incomparável e merece todas as leis possíveis.
Roberto C. Teixeira - Ijuí A DEMOCRACIA É UM FAZ-DE-CONTA APLICADO AOS MIÚDOS. Sabe que sempre pensei isso? Bela definição. Resumes em poucas palavras a construção de Brasília, o projeto de Lúcio Costa e os prédios com difícil acesso que lá existem. O povo pode gritar, fazer tudo que ninguém dá atenção. As leis vem de cima e temos que cumprir. A democracia é uma imposição dos centros de poder. Em nossas cidades apenas fingimos que ajudamos a decidir algo.
Anderson - Ijuí É um projeto bom. Uma lei como essa, o dia da mamangava, realmente é muito melhor que leis aumentando impostos, criando regras impossíveis de se fiscalizar ou cumprir. Alguém cumpre alguma lei contra a prostituição? Há inúmeras leis e inúmeras casas funcionando todos os dias. Tua sátira é sempre mordaz e muito inteligente Arbo. Paulada. Boa!
Gustavo Franco Tepedino - Santo Ângelo
É verdade Arbo aos políticos do interior só resta projetos dessa natureza ou incomodar o Prefeito. Nada mais.
Valdir Batista - Ijuí
E qual a diferença dos vereadores de Ijuí? Nunca criaram uma lei de maior valor que a do mamangava mesmo. Criaram o dia da orquídea e colocam nomes em ruas de pessoas que já morreram. O resto é discussão de leis já existentes e só. Se vai concorrer pode contar com o meu voto para criar o dia da mamangava. Genial.
ALEXANDRE SAUER - BRASILIA - DF
Criativo Arbo! Realmente sua sugestao veio a calhar. Ja encaminhei o endereço desse texto para amigos que militam/trabalham no Congresso, sugerindo a criacão do Dia Nacional da Mamangava. Boa ideia. Já pensou: você idealizador do Dia N$$acional da Mamangava. Conte com meu lobi por aqui. Abracos e continue nos divertindo, instruindo e nos informando sobre essas peculiaridades do genero.
Vanderlei Torquato - Palmeira das Missões Pela Região Celeiro temos muitas mamangavas e já tem alguns vereadores pensando nessa idéia. Realmente é melhor do que criar impostos ou leis que ninguém cumpre. Grande abraço da terra do carijo. Estimado Arbo, neto do saudoso Delegado Walter Arbo.
Pablo Campos Siqueira - SP Aqui em SP temos até leis que instituem o dia de uma centena de animais, plantas, bichos e até vereador por mais de um dia. Os pobres vereadores vão fazer o quê? Tudo já foi legislado mesmo. Verdade.
Marina Elaine Dias Hoje, dia 07 de julho, é o Dia das Paneleiras... e aí o que eu faço com essa cultura de almanaque? Parabéns pela sátira !!! Mas eu voto em você !!!
Ricardo Lima - Ijuí E os nossos vereadores de Ijuí o que fazem de diferente? Ficam só reclamando de buracos nas Ruas e apontando problemas cotidianos. De grande projeto não temos nenhum. Uma vergonha mesmo. Melhor instituir o Dia da Mamangava. Excelente sátira. Aliás, o considero mestre nessa área.
LUIS FERNANDO ARBO - Ijuí ALEXANDRE SAUER! Ilustre amigo! Excelente a tua idéia. Façamos uma verdadeira cruzada em prol da mamangava. Um dia Nacional da Mamangava seria genial. Grande abraço e obrigado pela participação e pela elevada qualidade da tua interpretação e inteligência. - See more at: http://www.ijui.com/geral/9735-dia-da-mamangava.html#sthash.SUrrLnjC.dpuf